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PORTO POSTCARDS #4

18 fevereiro 2019

Uma partilha deliciosa. O melhor cappuccino da cidade e uma ida de autocarro até Matosinhos, só para conhecer a concept store mais florida de sempre! De volta ao Porto — e quase, quase, a terminar esta série de partilhas sobre a visita à Invicta — hoje partilho convosco os highlights do último dia. Um café delicioso, a melhor sandes do universo (e das melhores coisas da vida!), o momento na ribeira e um passeio a Matosinhos com um único propósito.




Entrar num espaço cheio de luz. O cheiro a café quente, moído no momento. A playlist criteriosamente bem seleccionada. Um atendimento jovem e sorridente. Um ambiente descontraído. Acolhedor. O frio fica do outro lado da grande janela, que deixa entrar o sol bom de uma manhã tranquila. Começar um dia com um café de especialidade. E aqui, no Combi, a especialidade é mesmo o café.


combi café

Já vos falei deste café no último post (que podem rever aqui). Agora venho partilhar o Combi de Santo Ildefonso. Fica situado na Rua do Morgado de Mateus, na porta nº29. É um espaço próprio, maior, com mais luz e variedade de produtos. Além do consumo na loja, podemos encontrar ainda algumas coisas para trazer para casa. Aqui a essência é mesmo o café e as várias combinações que dele advêm. 

A história do Combi Café começou sobre quatro rodas, entre eventos, música e festivais. Hoje em dia é morada em três ruas diferentes na cidade do Porto e ainda mantém a mobilidade através da sua carrinha de rua, que promete continuar a levar o café artesanal a vários pontos da Invicta.



O atendimento é jovem e descontraído, a luz quente da manhã é maravilhosa e o café é mesmo — mesmo! — muito bom. É uma óptima sugestão para começarem o vosso dia, seja ele de passeio ou de trabalho (eles têm também a possibilidade de pedirmos o café on-the-go, que é ideal para quem gosta de começar o dia com um boost de energia bem gostoso e aromático enquanto vai para o trabalho). O meu dia começou cedo. Começou aqui. E não podia ter começado melhor. Mas — em boa verdade — se fosse para continuar no mesmo registo, só podia ter ido para um sítio (e um sítio apenas!) a seguir. Casa Guedes.



A melhor sande de pernil com queijo da serra. A melhor refeição de sempre — e perdoem-me os restaurantes maravilhosos que visitei entretanto — mas este espaço tem um lugar grande no meu coração. Ir ao Porto e não comer uma francesinha é mau. Ir ao Porto e não passar na Casa Guedes... é péssimo. Não me parece que seja uma boa sugestão para quem é vegetariano, mas para quem não é [...] senhores!, é paragem obrigatória. Penso que a Casa Guedes sempre foi um marco na cidade mas desde que apareceu na televisão anda [demasiado] concorrida e mesmo durante a semana, pouco depois do meio dia, estive cerca de vinte minutos no meio de uma "multidão" à espera para ser atendida ao balcão. Ficar à espera de mesa seria impensável então pedi mesmo a minha sandes para levar e acabei por ficar a aproveitar o dia bonito no jardim de São Lázaro enquanto saboreava a melhor coisa que se pode pedir no Porto.






Depois, não havia nada melhor do que continuar passeio. Desci até à Ribeira. Fui-me perdendo pelas ruas e ruelas, pelas fachadas e detalhes bonitos desta cidade que já é um bocadinho minha. É como se fosse sempre a primeira vez. Há sempre algo de novo, um pormenor que não tinha reparado. E, na verdade, sabe sempre a pouco. É por isso que não me importo nada de ir ao Porto, todas as vezes que conseguir, mesmo que vá sozinha. Porque quando estou apenas eu e a minha máquina, tudo é capturado com ainda mais intensidade.


Nesse último dia tinha ainda a vontade de conhecer um sítio diferente, especial. Por ser fora do centro, acabei por estudar o melhor percurso e percebi que era muito fácil de lá chegar. Bastava apanhar o autocarro 500, que passava na Estação de São Bento, e em trinta minutos estávamos em Matosinhos. O trajecto é até muito bonito, já que o autocarro segue sempre a linha do Douro e segue lá por baixo, pela Ribeira. Passamos pelo Museu do Vinho do Porto, pelo Museu do Carro Eléctrico, pela Ponte da Arrábida, pelo Jardim do Cálem, pelo Farol de São Miguel-o-Anjo, pelo Jardim do Passeio Alegre, pelo Forte de São João Baptista, pela Pérgola da Foz, pelo Forte São Francisco Xavier e pela Anémona da Foz. Todos são pontos de interesse e podermos vê-los numa breve passagem, ainda que através de um autocarro, já vale a pena...





Eu acabei por ir ao final da tarde, com o intuito de lanchar por lá. Mas a verdade é que esta viagem merecia render um dia inteiro de passeio. Eu não tinha tempo, mas se vocês tiverem oportunidade, em vez de irem de tarde, comecem o dia por lá, com um pequeno-almoço delicioso. É que Matosinhos tem uma mão cheia de coisas bonitas para ver, conhecer e visitar. Por isso é tirarem uma manhã ou um dia e passá-lo por lá. Com calma. E com alma.




terrárea

Mais uma vez, a descoberta deste espaço aconteceu numa das minhas divagações pelo instagram (quem é que ainda não me segue por lá?). Cactos, muitas plantas, cappuccinos e sugestões deliciosas — e saudáveis! Tinha mesmo que ir conhecer este espaço. E assim foi. O Terrárea intitula-se como sendo um urban garden. E percebe-se. É um autêntico escape à agitação da cidade e sentimos que, dentro de portas, estamos noutro sítio completamente diferente. E é tão bom poder sentir isso. Em pleno epicentro da confusão de Matosinhos, o Terrárea abre-nos espaço para um sítio acolhedor, muito verde e florido, com sugestões bem gostosas.




Este é um espaço polivalente que funciona como uma concept store. O core da sua acção são as plantas, flores e arranjos. Mas depois também encontramos outras tantas peças de decoração, que nos fazem querer trazer tudo para casa. E — porque não? — antes de regressar queremos mesmo parar na zona de cafetaria e parar uns minutos, beber um sumo natural ou um cappuccino. Por lá encontramos refeições ligeiras, pastelaria diversa e opções vegetarianas. E, acreditem, esta fusão resulta na perfeição. A loja e cafetaria fazem deste um espaço um dos mais apetecíveis para se estar. Tão e simplesmente estar.


Vale a pena a visita. Sugeria que fossem de facto mais cedo do que eu, sobretudo em meses de inverno, em que os dias são curtos e às cinco da tarde já é praticamente noite cerrada. Aproveitem o pretexto de visitar este espaço para conhecerem também a Foz e Matosinhos, se não o tiverem feito ainda. Como já vos disse, a viagem de autocarro é tranquila, económica e muito bonita.

Até ao próximo post, vemo-nos por aqui...

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