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(re)começar

07 fevereiro 2022


Aos poucos, devagar, sem pressa. Janeiro é sempre um mês de introspecção, de avaliar o ano que passou, de preparar o novo que entra. E este janeiro — apesar de ter assumido o compromisso, comigo mesma, de voltar a ser mais presente aqui no blog — acabei por dedicar grande parte do meu tempo à vida fora do digital. Foi preciso e foi importante que este primeiro mês do ano servisse para fazer um reset geral. Agora regresso, cheia de entusiasmo e com muito para partilhar. Para hoje, o best of de 2021...


ainda sobre 2021

No fundo — e em boa verdade — esta partilha servirá quase como que uma página aberta ao meu diário. Para que possa um dia aqui regressar e lembrar como foi bom aquele ano agitado de dois mil e vinte e um. Porque foi um ano bem agitado. Foi um ano montanha-russa, onde tomei importantes decisões que viriam a ter um impacto enorme em grande parte do ano. 


Entrei o ano da melhor forma. De mãos dadas, num hotel lindíssimo junto ao mar. Começar janeiro com o barulho das ondas, o cheiro a maresia, o cantar das gaivotas foi de uma tranquilidade imensa. Ali escrevemos os nossos desejos para o ano que se aproximava e deixamos por escrito todos os nossos objectivos.


Depressa percebemos que 2021 iria ser uma espécie de encore do ano anterior. Ainda na primeira quinzena de janeiro voltávamos a confinar e o país ficou como que em suspenso novamente. Foi, portanto, um ano que se passou grande parte dentro de casa. E foi aqui, entre família e um pequeno circulo restrito de amigos que demos largas à imaginação e nos dedicámos a aperfeiçoar as tábuas de queijos, os cocktails de sexta-feira ou os brunches de fim-de-semana.


Ao contrário de 2020, os voos não foram suspensos e por isso — ainda que em regime de layoff parcial — consegui ir voando, o que me dava muito alento e ânimo. Poder sair de casa, maquilhar-me, fardar-me e trabalhar naquilo que mais gosto de fazer era uma motivação extra. Ainda assim, foi um ano com pouquíssimos voos...


... o que me permitia estar também mais tempo em casa e, por isso, aproveitar mais momentos com o Toulouse. Esta bola fofa de pelo com quatro patas. A patanisca mais querida de sempre. E foi uma companhia tremenda. Esteve presente em todos os momentos. Os bons. E os menos bons. E foi um apoio sem precedentes nos menos bons.

Mas olhando para 2021, apesar de reconhecer que foi um ano de aflição (não só por questões profissionais mas também, e sobretudo, por questões de saúde), foram mais os momentos bons, lindos e importantes do que todos os outros. Senão vejamos:


Foi o ano em que, em trinta anos, fui pela primeira vez assistir a um jogo de futebol a um estádio, vestida por fim com as cores do campeão, acompanhada por duas das pessoas mais importantes da minha vida, onde tive o privilégio de ser convidada para dama de honor de uma das minhas melhores amigas, que foi pedida em casamento entretanto. Só por isto, pela felicidade dos meus leões terem podido ver o seu clube campeão ao fim de tantos anos e pela minha melhor amiga ter ficado noiva, já valia a pena!


Foi em 2021 que celebrei o amor e a maior (e mais inesperada) surpresa que me aconteceu em plena pandemia: ele. Fomos então visitar um sítio que nenhum conhecia e acabámos por nos render a Arouca e aos Passadiços do Paiva. Será sempre um passeio que não iremos esquecer.


Foi um ano em que aproveitámos bem o Algarve. Foi palco de visitas desde Janeiro e apaixonei-me por um Algarve no inverno que até então não conhecia. Mas foi especialmente durante o verão que tirámos, sem dúvida, maior proveito. Daquele mar imenso, daqueles finais de tarde que se alongavam, daquele cheiro a algarve...



2021 foi o ano em que fiz a maior celebração de sempre, como há muito sonhava. Celebrei o meu 30º aniversário rodeada dos mais especiais (ainda que grande parte tenha ficado à distância), com o coração quente e aconchegado, rodeada de uma mesa linda, uma decoração aprimorada e muito amor. Foi um dia muito feliz sobretudo porque pude, pela primeira vez em muito tempo, ter a minha melhor amiga mais antiga, a minha eterna noiva (agora já casada e muito bem acompanhada) do meu lado. Foi um momento mágico e uma noite inesquecível. Só posso estar muito grata!


E não há maior pilar da minha gratidão do que a família linda que tenho. São os 3 incansáveis e foram fundamentais no ano que passou. Sei que não o teria passado tão bem nem me superado da mesma forma sem os ter por perto. Foi em 2021 que realizámos um sonho muito antigo de ir, a mãe e as manas, até ao Porto e foi um ano em que conseguimos, os quatro, voltar a visitar museus e assistir a concertos e bailados, como tanto gostamos.


Foi no ano passado que também se celebraram muitos dias especiais. Tive o baptizado do primo Lourenço, o caçula da família Cabido, o casamento da prima Ana, numa cerimónia lindíssima e ainda o baptizado da prima Carolina, que foi um dia para sempre recordar. Além disso, o ano que passou foi assinalado pelos passeios infindáveis que pudemos fazer os dois. Dentro das adversidades da vida, especialmente enquanto estamos submersos numa pandemia mundial, conseguimos tirar sempre partido de algo bom.


Por falar em algo bom: não é que foi o ano passado que ele assinou a escritura da sua primeira casa? Um marco há muito ansiado e finalmente por ele conquistado. A mim restou-me encher o peito de orgulho e aplaudir cada feito e cada passo. Também não foi um processo fácil (quem já comprou ou quem procura casa sabe bem do que estou a falar). Mas — boy! — a felicidade que se sente quanto se tem a chave pela primeira vez e quando, muitos meses depois, se olha para trás e se pode observar, apreciar e respeitar cada passo do processo.


Outro momento super especial do ano passado foi, finalmente, ter voltado a entrar num avião como passageira. Juro que já me começava a sentir muito ansiosa por voltar a viajar e sentir-me turista novamente. E a ida ao mercado de natal de Bruxelas e de Bruges foi não só a melhor prenda de anos de sempre, mas também um check muito grande num dos meus desejos para 2021: visitar um mercado de natal europeu. Nunca tinha tido a oportunidade e era algo que queria já há muito tempo! Foi mágico...


O ano termina bem melhor do que 2020 — ano em que a mãe caiu e fracturou a coluna, o que nos deixou a todos num estado de profunda preocupação. Não. Este ano que passou tivemos todos em paz, com saúde, livres de ter apanhado o sacana do bicho (que nós saibamos). E, apesar de ter sido chamada para voar no dia de natal, pude aproveitar a consoada deliciosa e o rescaldo das festas no dia 26, com cacau quente e abertura dos presentes pela manhã. 

Foi um final de ano que colmatou todas as tristezas que passaram e são agora as melhores memórias que surgem na cabeça enquanto escrevo, à luz da distância, este recap de 2021.

Algo me diz que 2022 vai ser ainda melhor. Mas se for tão bom como o ano que passou, já vai ser perfeito!

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